Entrevistas

Marco Versolato em entrevista sobre ser Presidente de Júri nos Lusos

por Criazine 28 Out 2015

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É Vice-Presidente da DM9DDB,  é também um dos criativos mais reputados do Brasil, foi orador no último Festival Anual dos Lusos e é este ano Presidente de Júri de Digital – Marco Versolato


O Marco esteve em Lisboa no último Festival Anual dos Prémios Lusos como orador. O que achou do festival? Já conhecia o mesmo?

Foi a primeira vez que fui até o Festival, gostei muito de ter uma platéia falando a mesma lingua que minha. Me senti em casa.

Fiquei muito honrrado em dar uma palestra e mostrar um pouco os bastidores dos trabalhos da DM9DDB e também dividir um pouco o que aprendi e o que acredito sobre o futuro da nossa indústria.


Este ano será Presidente de Júri na categoria de Digital. Como recebeu este convite? É um desafio aventurar-se no Digital?

O digital já faz parte da cultura da DM9DDB. Trabalhamos muito os últimos anos para transformar, de verdade, uma agência nativa off em uma agência integrada. Não usamos “agência ON/OFF”. Isso já passou.

Ano passado e este ano ganhamos prémios, inclusive em Cannes na categoria Cyber, coisa que nos enche de orgulho.

Hoje, qualquer profissional, tem que ser um “digital Thinker”, não necessariamente um “Expert Digital”, já não podemos nos dar ao luxo de nos “aventurar”.


 O Brasil vive atualmente uma crise complicada. Que medidas têm implementado na DM9 para combater este momento?

Infelizmente a crise realmente é muito grande. Claro que isso impacta em queda de investimentos, mais concorrências, clientes buscando diminuir suas taxas. O que vem impactando todas as agências do Brasil é esta instabilidade que afeta emocionalmente as pessoas da agência e pode nos fazer ficar mais conservadores. Evitar riscos.

A DM9 foi fundada quando o Collor confiscou todo o dinheiro da população, uma crise imensa, e mesmo assim ela está ai, como uma das grandes agências do mundo. Estamos trabalhando dobrado, correndo para gerar negócios com nossos clientes e acelerando o New Business. “Quando todo mundo está desacelerando, é uma boa oportunidade para ultrapassar”


Quanto teve em Portugal conseguiu ver não só trabalhos do Brasil, mas também muito trabalho de Portugal, Moçambique e Angola. O que achou deles?

Claro que percebo uma diferença. São mercados de diferentes tamanhos e diferente contextos. Alguns me surpreenderam bastante, outros ainda percebo que precisam ser desenvolvidos. Mas o importante é que existe prêmios como o Lusos para incentivar o crescimento da indústria criativa nestas regiões.


O que espera ver nos trabalhos de Digital? Que orientações vai dar aos seus jurados?

Ainda não formalizei minhas instruções, mas uma coisa que é muito importante é sentir que a peça foi concebida para o digital e não simplesmente um desdobramento de um jeito de pensar offline. Outra coisa que será muito importante é o craft dos trabalhos. Precisamos incentivar o investimento em produção para o digital. Premiar quem consegue isso, é um belo incentivo.

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