Entrevistas

Marco Pulido da BAR dá 10 dicas para teres uma boa pasta de redator

por Criazine 28 Set 2015

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Marco Pulido é Senior Copywriter na reputada agência portuguesa BAR. É um dos redatores mais premiados do país e também um dos mais experientes. Pedimos que desse 10 dicas para os redatores que estão agora a montar a sua pasta, ou como se diz em Portugal: portfólio. Não as esqueças!

10 DICAS PARA UM BOM PORTFÓLIO DE COPY OU UMA DEZENA DE CONSELHOS INÚTEIS PARA ORNITÓLOGOS

#1 “A dica infalível”

Há um truque que resulta em qualquer portfólio. Uma técnica aperfeiçoada ao longo de muitos anos pelos mais experientes e premiados copywriters de todo o mundo, de Bill Bernbach a David Abbott. BOAS IDEIAS. Simples, não é?

#2 “File not found”

“O preview promete mas quando se abre não aparece nada… Passa ao próximo.” Certifica-te que todos os ficheiros e imagens do teu portfólio estão a funcionar na perfeição. Os diretores criativos normalmente não gostam de perder tempo quando decidem ver um portfólio. Tu é que podes ficar a perder.

#3 “Tamanho: um erro de todo o tamanho”

A velha questão da quantidade vs qualidade é crucial em qualquer portfólio. Não coloques tudo o que já fizeste, do banner adaptação de uma campanha internacional ao rodapé de jornal gratuito (a menos que sejam boas ideias, é claro). 8-10 peças são o suficiente para avaliar o teu trabalho. Lembra-te sempre que a tua seleção demonstra o teu critério. Ou a falta dele.

#4 “Logo no canto inferior direito”

Por mais criativas que sejam as tuas ideias, ter apenas imprensas com logo e assinatura da marca no canto inferior direito não demonstra que és um bom redator. Seleciona peças onde as tuas capacidades de escrita sejam evidentes. Títulos bem pensados e anúncios all-type são sempre bem-vindos.

#5 “Bons princípios”

A ordem é crucial na forma como apresentas o teu portfólio. Uma boa ideia no princípio faz com que o resto do trabalho se torne apetecível. Se forem todas boas até ao fim, melhor.

#6 “Publicidade enganosa”

Se há coisa que qualquer diretor criativo detesta é publicidade enganosa. Nunca uses ideias ou trabalhos que não são teus. Mais cedo ou mais tarde vão descobrir. E com isso só estás a enganar-te a ti próprio.

#7 “Não sejas Diretor de Arte”

Além das boas ideias, deves procurar uma forma interessante de apresentar o teu portfólio. Um site, uma plataforma agregadora (Behance, Cargocollective, CarbonMade, etc), um blog ou até mesmo uma pasta física. Não inventes ou compliques no design para apresentar o portfólio. Pede ajuda a um diretor de arte ou a um designer.

#8 “Darwin, esse famoso copywriter”

Sempre que enviares o teu portfólio direcionado a algum diretor criativo, tenta adaptar o mesmo ao que ele procura. É alguém que valoriza mais peças digitais ou spots de rádio? Procura saber o que ele prefere e qual o perfil da agência. Depois adapta o portfólio que lhe estás a enviar. Lembra-te da teoria do Darwin: não são os mais fortes ou inteligentes que sobrevivem, mas sim os que se adaptam.

#9 “Tirar a limpo”

De três em três meses volta a olhar para o teu portfólio. Limpa os trabalhos que já não interessam e coloca novos. Ouve os conselhos dos diretores criativos com que fores contactando e usa o seu critério para melhorar o teu portfólio. Um bom portfólio nunca está acabado. Está sempre em evolução. A não ser que sejas o David Droga ou o John Hegarty. Eles já não precisam de portfólio.

#10 “Menos blá, blá, blá”

Voltamos ao início e ao mais importante em qualquer portfólio. BOAS IDEIAS. Para impressionar, elas não precisam de explicação, resultados e raciocínios em esquemas de 12 passos com deduções lógicas, do briefing aos estudos de avaliação da campanha. As ideias falam por si (e por ti). Não tentes disfarçar uma má ideia com muito blá, blá, blá. Isso nunca vai ser uma boa ideia.

Marco Pulido, Copywriter na BAR

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