Entrevistas

EDSON ATHAYDE EM ENTREVISTA

por Criazine 29 Out 2015

edson

Edson Athayde é CEO e CCO da FCB Lisboa. Natural do Brasil é um dos publicitários que mais marcou a história de Portugal, sendo também um dos mais premiados e admirados. É Presidente de Júri de Rádios dos Lusos e foi com esse pretexto que começámos esta conversa.


O Edson retornou a Portugal há pouco mais de um ano. Depois de alguns anos fora a publicidade portuguesa está muito diferente?

Bem, a Terra nunca para de rodar, o mundo nunca para de mexer. As coisas são diferentes de quando eu me retirei mas isto faz parte da vida. Há coisas menos boas, há coisas excelentes entre as mudanças todas. Não sou saudosista do tipo “ah, antes é que era bom!”. Antes também tinha um monte de coisas chatas e erradas. Prefiro ver o atual momento como o de transformação. Estamos a sair de uma indústria falida para uma plena de oportunidades criativas.


Recentemente afirmou que gostava que a FCB Lisboa fosse a agência mais feliz de Portugal. Quais os planos para que isso seja possível?

Mais que planos, temos ações. Desde há um ano, implementámos um ambicioso programa de formação envolvendo toda a agência. Fora mais 40 sessões de estudo sobre a arte de contar histórias. Não ficamos a dever a nenhuma agência do mundo no que toca a ter um espírito aberto ao novo. Agora, estamos a implementar ideias que visam premiar a produtividade dos colaboradores. Já temos um horário especial de saída às Sextas (às 16:00), meio período de folgo no dia do aniversário de cada colaborador, uma saída mais cedo por mês para quem tem filho pequeno e que ir apanhar na escola. Há prémios mensais para quem se destaca com boas ideias além do normal e esperado. E há ainda um conjunto de outras coisas que vamos colocar em prática ao longo do próximo ano. Queremos pessoas boas, produtivas e felizes na nossa casa.


O Edson vai ser Presidente de Júri de Rádio. Como olha para esta categoria? Há quem diga que é um meio onde já há pouco a fazer de novo…

Há sempre algo novo a fazer. Todas as histórias já foram contadas mas o que importa é como as contamos.


Quais os critérios que vai pedir aos seus jurados de Rádio?

Que premeiem os novos formatos, as ideias que rompem com os padrões do meio.


Não é a primeira vez que é jurado nos Lusos. Como olha para este festival? Qual a importância do mesmo para estes mercados?

Trata-se de um prémio que está a crescer de maneira exponencial. Tanto em prestígio como em visibilidade. Espero que continue assim. E é sempre um prazer misturar a cultura lusófona num único caldeirão publicitário.

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