Entrevistas, Prémios

Como foi o FIAP 2015 e que novidades terá em 2016? Entrevista a Daniel Marcet.

por Criazine 25 Set 2015

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Uns meses depois do FIAP 2015 (Festival Iberoamericano de la Publicidad) é tempo de fazer um balanço desta edição e de adiantarmos alguns pormenores sobre a edição de 2016, daquele que é o mais antigo festival da região ibero-americana e um dos exclusivos festivais que pontua para o prestigiado The Gunn Report. Para isso fomos ouvir Daniel Marcet, Diretor Geral do FIAP e um nome incontornável da nossa indústria.

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C – Este foi um ano de mudança para o FIAP tendo saído de Miami para o México. A que se deveu esta mudança?

Daniel Marcet: O México é o segundo mercado em importância pelo volume depois do Brasil, na região, e não contava até agora com um festival de propaganda internacional, motivo pelo qual os principais players do país solicitaram ao FIAP mudar para lá o festival, com a promessa de um grande apoio logístico por parte das autoridades mexicanas e também da indústria da propaganda.

Qual o balanço que fez desta edição? Mais inscrições? Mais participantes?

O balanço é positivo, mas na organização sentimos a necessidade de continuar com o caminho escolhido há algum tempo atrás, para transformarmos o FIAP num festival bem diferente dos já existentes. O objetivo é que em 2016, já com mais experiência no México, o resultado seja bem explícito.

No que diz respeitos às inscrições de peças, o FIAP teve um incremento de quase 10% a cima do ano passado, e um número similar de inscrições pessoais, tendo em conta que este ano o festival foi realizado sem a parceria de outro, como foi nos anos anteriores com AHAA.

O Brasil está em crise, mas agências brasileiras voltaram a estar em destaque. A criatividade brasileira é superior ao resto da região?

Crise económica não é necessariamente crise criativa. O Brasil pelo volume do seu mercado, e pelo talento dos seus criativos vai ser sempre uma das grandes potências. 

Hoje, com o acesso a informação que existe, e com os anunciantes cada vez mais conscientes da importância da criatividade, faz com que a criatividade na região seja cada vez mais similar. 

Houve algum país que tenha sido uma surpresa?

O mercado hispânico dos Estados Unidos tem vindo a consolidar-se como um dos principais protagonistas no FIAP, tendo em conta que há quatro anos atrás sua posição no ranking era entre os postos 12 e 14, ter ficado em terceiro lugar tal como no o ano passado é um grande feito.

E Portugal? Parece que o mercado português voltou a acordar para o FIAP…

Felizmente. Portugal já teve grandes performances no FIAP e com certeza que tem grandes possibilidades de recuperar o terreno perdido por tantos anos quase fora do festival. Sem dúvidas que Portugal pode contar com todo o apoio do festival para que isso aconteça.

Se alguém lhe perguntasse o que distingue o FIAP dos restantes festivais ibero-americanos qual seria a sua resposta?

O FIAP, além da trajetória de 47 anos, é o único festival que tem julgamentos ao vivo, que tem (este foi o primeiro ano) streaming de todo o evento, que dá a possibilidade de concorrer na The Cup e somar pontos duas vezes no ranking mundial, que homenageia no Salão da Fama da Iberoamérica as figuras mais importantes da comunicação, e que permite ao seu publico ser parte do júri na Copa, entre ouras coisas.

Voltando ao tema das inscrições. Houve alguma categoria que tenha surpreendido pela subida nas inscrições?

Este ano tem-se mantido a tendência de crescimento nas disciplinas de Interativo, Inovação, Campanhas Integrais e Criatividade Independente nas Redes Sociais.

O FIAP tem uma parceria com o The Cup. Como funciona? E que benefício extra traz às agências que inscrevem no FIAP?

No The Cup concorrem os festivals regionais mais importantes do mundo: Adfest (Asia-Pacifico), FIAP (Iberoamérica), Golden Drum (Europa Central e do Leste), e ADC*E (Europa).

Só os finalistas e ganhadores nesses festivais, têm direito a participar, e as peças são julgadas por um júri de grandes figuras da propaganda mundial, de duas maneiras totalmente diferentes: as mensagens são julgadas independentemente dos meios que foram utilizados, e em categorias de Ad Making; o que torna o julgamento muito original e adaptado à realidade da industria.

A grande vantagem que oferece The Cup, é a possibilidade de somar pontos no ranking mundial, como comentei numa resposta anterior.

No próximo ano o FIAP irá manter-se no México. É uma decisão definitiva? Há a possibilidade do festival algum dia se deslocar para um dos países de língua portuguesa?

O acordo assinado com o México é de fazer o festival, pelo menos, por mais dois anos nesse país. A partir daí, a organização vai avaliar qual é o melhor lugar para desenvolver o FIAP. Pode continuar sendo México ou em qualquer outro país da região.

Que novidades é que podem ser esperadas para o próximo ano do FIAP?

As novidades vão ser muitas e muito importantes. A ideia é continuar com a maior transparência nos julgamentos, com participação activa por parte do publico; com muito mais networking; mais glamour, com shows ao vivo; e, possivelmente, com um programa de TV e julgamentos durante todo o ano.

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